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Chico Science & Nação Zumbi - Um Passeio Pelo Mundo Livre

O que é graffiti de rua?

O primeiro registro gráfico antes da língua falada, é sem dúvida o graffiti. Os nossos ancestrais foram os primeiros “graffiteiros” a se comunicar através de paredões rochosos nas cavernas. Os temas eram variados, mas, em sua maioria, estavam ligados a natureza a à percepção do homem primitivo do seu próprio mundo.Utilizavam tintas primitivas e tinham a necessidade de se expressar em grupos. A palavra graffiti vem do termo graffito (por sua vez, uma derivação da palavra latina), que significa escrever em carvão. O graffiti é um grande veículo de comunicação e expressão que está muito presente nas periferias, ou seja, onde brota várias manifestações artísticas.
Há uma grande necessidade dos jovens que nascem nas periferias de expressar suas idéias em relação ao contexto social em que vivem. À partir dos anos 70 o graffiti começa a ser visto como manifestação artística, através do seu percussor , o artista plástico Alex Vallauri e sua “ Rainha do frango assado” e o baiano Miguel Cordeiro e seu personagem Faustino que ironizava e denunciava as questões sociais na cidade de Salvador. Há grandes números de graffiteiros nas cidades, cada um com seu estilo próprio e filosofia de vida. Na maioria teve contato com a pichação, onde definem o graffiti como pichação evoluída. A sua prática nas grandes cidades americanas é fenômeno relativamente recente e, desde o início encontrou oposição por parte de muitos segmentos da sociedade. Em Nova York, por exemplo, o graffiti nasceu como modo irreverente de se imortalizar o próprio nome em muros, becos, viadutos e trens, que são suportes.No entanto, anos antes, essa arte já havia sido praticado com freqüência em Philadelphia, no estado de Pennsylvannia nos anos 60. O movimento Hip Hop surgiu no Brasil em 78, na cidade de São Paulo. Formado por 4 elementos que são: Graffiti, Break, rap e DJ.Nascido nos guetos norte americanos e também na Jamaica.Cultura de rua que está espalhado no mundo, que nasce nas periferias e serve como inclusão social através de escolas, associação de bairros, Ong´s e partidos políticos. Existem vertentes com a cultura do graffiti que tem a influência do Pop Art, que é conceito do que nasceu nos anos 70, logo após, veio o movimento Hip Hop,no final de 1970. O graffiti assumiu um caráter meio marginal. È natural que tenha sido utilizado como uma importante ferramenta dos ativistas políticos da década de 70, época da ditadura, onde nasceu o graffiti baiano, utilizando a frase : “ A baixo a ditadura!” O graffiti do século XXI tem um outro olhar. Hoje, mais aceito no meio social, a arte dos spray´s sobreviveu, e sua prática é hoje disseminada em diversas partes do mundo, com objetivos diversos. Há grandes empreendimentos da utilização da linguagem do graffiti no mercado, empresas como a Coca-cola, Skol, Ice Kiss, Nestlé e outras vem adotando está cultura nos produtos. Existem várias escolas, Ong´s e instituições públicas e privadas incentivando a cultura de rua, como inclusão social, contribuição da estética urbana e a valorização da manifestação artística popular. Em prol da organização do movimento do graffiti baiano, foi fundada em agosto de 2003 , AGEBA –Associação de Graffiteiros do estado da Bahia. O Projeto Cidadão atende a clientela de crianças, adolescentes e jovens da comunidade do Cabula, que vem desenvolvendo oficina de graffiti, com o arte educador Denis Sena, que se dedica ao trabalho social.O Projeto foi fruto de dois concursos de graffiti,que teve a parceria da Emtursa , Prefeitura Municipal e a Universidade do Estado da Bahia – UNEB. O outro importante projeto que atende jovens de vários bairros de Salvador é o Grafipaz, que está localizado no Departamento de Educação, na Universidade do Estado da Bahia - UNEB.Coordenado pela Profª Yara Dulce, a pedagoga Patrícia Pena e os instrutores da oficina Zezé e Denis Sena, que é também responsável pelos workshops com alunos da UATI – Universidade Aberta a Terceira Idade. Por mais que a cultura do graffiti esteja sendo aceita no mercado e no meio social, esta linguagem jamais perderá a sua identidade de protesto e de manifestação artística, que nasceu nas ruas dos grandes centros urbanos e faz parte da cultura milenar.

Denis Sen@ Artista Plástico / Graffiteiro
 

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